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Riscos declináveis abrem espaço para formação de "cooperativas do bem"

A recusa de inúmeros riscos por parte das seguradoras faz com que os segurados, especialmente de categorias trabalhistas, se organizem na busca de saídas que ofereçam proteção.

Os chamados riscos declináveis incorporou a pauta das discussões, levantada pelo superintendente-geral da Central de Serviços e Proteção ao Seguro da CNseg, Julio Avellar, no 8º Fórum de Debates de Corretores de Seguros de Minas Gerais, que aconteceu entre os dias 11 e 13 de agosto.

Ele explicou que após a concretização da abertura do mercado, ainda não existe uma estrutura firmada por parte dos seguradores, resseguradores e corretores para lidar com esses tipos de riscos.

Antigamente, a dificuldade era falar com a sociedade que precisava de seguro, agora a sociedade precisa de seguro e nós não estamos atendendo a sociedade. Isto é um brutal paradoxo que estamos vivendo, argumenta.

O superintendente expôs que a preocupação com as tarifas e subscrições das resseguradoras e seguradoras, e os investimentos em gerenciamento de risco para saber a franquia adequada, faz com que o mercado não aceite o risco, pois não sabe como precificar.

Iniciamos um processo de “deseducação”, pois as companhias que fazem levantamento, inspeção, regulação, não precisaram mais apurar o valor de risco. O mercado emburreceu, esqueceu o que é seguro.


Associações do bem

Por conta do modelo deficiente de transição do mercado, ainda é recorrente a dificuldade para a colocação de seguros, enfrentado por consumidores pertencentes a certas atividades empresariais.

Nessa linha, Avellar comentou sobre as associações e cooperativas do bem, que surgiram no passado, formadas por categorias como padarias, joalherias, taxistas, transportes, mas ainda existem com outras profissões.

Ele explicou a atuação desses grupos. "O sinistro é tão importante para eles que quem liquida é o presidente da cooperativa, que conhece melhor que cada um de nós, pois luta para que o custo do sinistro seja baixo. Ele é um administrador de um fundo mútuo", declara.

Além disso, elas não fazem publicidade enganosa, estão apenas trabalhando apenas naquilo que o mercado de seguros negou. "No momento em que o mercado diz "não" a algum risco, é natural que esse empresário vá se associar e politivizar em entidades do bem. Temos que abraçar, lidar com eles a partir de um sistema de participação inteligente", justifica Avellar.

O executivo esclareceu ainda que essas cooperativas não devem ser comparadas com as associações de proteção veicular, que comercializam o seguro pirata. "Essas cooperativas do mal o empresário se traveste de entidade sem fins lucrativos, sendo na realidade um seguro falso, que devemos sim combater", conclui.

Data: 16.08.2011
Fonte: CQCS | Camila Barreto


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