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Seguro para caminhão

Fenacat luta para que seguro do bem não pese no bolso

Luiz Carlos NevesLuiz Carlos Neves é presidente da Fenacat (Federação Nacional das Associações de Caminhoneiros e Transportadores), uma federação que foi constituída em 2007 com o objetivo de defender e apoiar os interesses das suas associadas. Hoje são 22 associações entre transportadores e autônomos. 

A Fenacat, por meio dessas associações, busca discutir e interagir a respeito das dificuldades encontradas no meio do transporte rodoviário de carga. Atualmente, ela atua no tema seguro de caminhão e por isso apoia o projeto de lei nº 356/12, de autoria do senador Paulo Paim, que altera o artigo 53 do Código Civil, permitindo aos transportadores que se organizem em associação de direitos para criar um fundo próprio, com recursos destinados exclusivamente a prevenção e reparação de danos ocasionados aos seus veículos por furto, acidente, incêndio e roubo a veículos de carga. 

“Hoje esse é o único meio sustentável de continuar a exercer a profissão e manter o caminhão, tendo em vista o alto preço do prêmio praticado pelas seguradoras”, diz Luiz Carlos. Para saber mais sobre esse apoio e como a entidade funciona, Transporte Mundial conversou com o presidente da Fenacat. Confira:

Transporte Mundial – A Fenacat é uma federação que congrega, por meio das associações, tanto caminhoneiros autônomos quanto empresários?
Luiz Carlos Neves – Isso mesmo, a Fenacat congrega as associações, que, por sua vez, possuem em seu bojo transportadores e motoristas autônomos. Vale ressaltar que a Fenacat não está vinculada a nenhum sindicato.

TM – Quantas associações hoje estão ligadas à Fenacat?
Luiz Carlos Neves – Temos 22 associações filiadas à Federação. Para você ter uma ideia, no Brasil são cerca de 600 associações ligadas ao segmento – entre transportadores e caminhoneiros autônomos. 

TM – Quais os objetivos da Fenacat?
Luiz Carlos Neves – Hoje nós trabalhamos, posso dizer, em um dos temas que mais aflige a categoria, que é o seguro de veículos. Não há como custear esses valores, não há frete que pague um seguro de caminhão no Brasil e isso vale tanto para o autônomo como para o transportador. Em função disso e de outros temas que promovem a defesa dessa categoria é que várias associações de classe foram criadas. E a Fenacat nasceu com esse objetivo, agregar todas as associações com o propósito de unir forças e promover benfeitorias para categoria via governo.

TM – De que forma seria custeado o seguro de caminhões?
Luiz Carlos Neves – Promovemos isso da seguinte forma, se bate um caminhão de um desses associados, por exemplo, nós fazemos um rateio entre os associados para custear as despesas geradas com o veículo.

TM – Então a Fenacat possui um fundo que rateia os valores entre os associados com esse único objetivo? 
Luiz Carlos Neves – Não. Por termos constituído essas associações, mesmo que de forma legal, acabamos criando um problema sério com a superintendência de seguros privados. Eles alegam que nós fazemos seguro, mas não fazemos, mesmo porque já ganhamos duas causas provando isso. O que fazemos aqui é uma cotização entre os associados para a gente se precaver desses prejuízos. A Fenacat não arrecada dinheiro, mas temos que nos defender, e em vez de cada associação se defender isoladamente, criou-se uma federação com esse objetivo.

TM – Essas 22 associações congregam quantos associados? 
Luiz Carlos Neves – Posso falar em número de caminhões, são cerca de 30 000 placas, entre cavalo, caminhão e carreta.

TM – Essa forma de arrecadação não gera um problema, porque quem tem mais veículos paga mais, enquanto quem tem menos paga menos. Como é rateado? 
Luiz Carlos Neves – Não há problemas porque o pagamento é proporcional ao que se tem e dividido em cotas. 

TM – Esse valor da cota é avaliado conforme a característica do equipamento?
Luiz Carlos Neves – Exatamente, de acordo com o modelo, ano, características etc. O valor é baseado com base na tabela Fipe. E revisamos isso a cada mês.

TM – Há quanto tempo a Fenacat atua nesse movimento?
Luiz Carlos Neves – A federação foi fundada em 2007 e nasceu com essa finalidade, buscar apoio político para promover os interesses do setor e hoje lutamos no tema seguro.

TM – Há outras entidades de classe que apoiam a fenacat ou apoiam essa atual luta da Federação?
Luiz Carlos Neves – Estamos em conversa com entidades como a NTC&Logística, Setcesp, entre outras entidades espalhadas pelo país, que ainda não confirmaram esse apoio oficialmente. Mas são entidades que  nos tem ajudado, divulgando nossos eventos e nossas ações. Procuramos trabalhar de forma transparente, para que a gente assegure nossa idoneidade e do nosso objetivo, que é defender a classe, caminhoneiro ou empresário. Para você ter uma ideia, antes de uma associação se filiar à Fenacat, averiguamos sua postura como entidade, para certificar de que seu trabalho seja exatamente em defesa da categoria e de que não é uma forma de arrecadar dinheiro. 

TM – O trabalho da Fenacat em relação aos seguros visa arrecadar verba para cobertura de reparação de danos em função de acidentes ou cobre roubo de veículos? 
Luiz Carlos Neves – Fazemos a cobertura completa, colisão, incêndio e roubo. E nós fazemos a reposição do caminhão, em caso de roubo, e não em espécie. Isso para justamente coibir fraudes. É devolvido um caminhão igual ao que se tinha anteriormente e quem escolhe é a própria pessoa.

TM – Dentro da realidade da Fenacat, o senhor consegue mensurar que parcela dos recursos é destinada a roubos? 
Luiz Carlos Neves – Não tenho, mas é fato hoje que o roubo é o maior problema que o transportador enfrenta.

TM – Há um projeto de lei, de nº 356/12, de autoria do senador Paulo Paim, que altera o artigo 53 do Código Civil para permitir que transportadores possam se organizar em associações, porém criando um fundo próprio, com o mesmo objetivo da Fenacat?  
Luiz Carlos Neves – Sim, é justamente o que fazemos hoje. Esse projeto de lei foi estruturado por nós e levamos um material ao senador Paulo Paim porque achamos que é necessário que se torne lei, já que há uma necessidade de mercado. As seguradoras não nos atendem e há uma carência disso. E também é uma maneira de nos defender de entidades e outros órgãos que nos atacam dizendo que nós fazemos seguro. Esse projeto de lei está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, aguardando um relator.

TM –  Na prática a forma como a Fenacat atua remete muito à de uma cooperativa. Ou não?
Luiz Carlos Neves – Não diria isso, porque a cooperativa visa lucro e nossa Federação é sem fins lucrativos, a gente só arrecada aquilo que a gente precisa pagar e cobramos depois que acontece o incidente ou acidente, cobramos na hora de pagar a conta.

TM – Diante desse trabalho que a Fenacat realiza, não houve o interesse por parte de alguma seguradora em desenvolver um plano de seguro mais convidativo? 
Luiz Carlos Neves – Não houve e acho até lamentável, pois as seguradoras sabem que o maior impeditivo para os transportadores contratarem seguros dos veículos são as cobranças abusivas e nunca tiveram interesse de sentar-se a mesa com a gente para negociar soluções.

Marcos Villela / Texto: Andrea Ramos
Transporte Mundial


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